Paula Frassinetti foi uma mulher vibrante e corajosa que contagiou outras mulheres com sua fé em um mundo melhor, por intermédio da educação. Nascida em Gênova, Itália. Em 3 de março de 1809, Paula Frassinetti viveu em um tempo de grandes instabilidades políticas e econômicas. Órfã de mãe aos 9 anos, cresceu na companhia do pai e de quatro irmãos que se tornariam sacerdotes.

Em 1827, José, seu irmão mais velho, foi ordenado Pároco da aldeia de Quinto al Maré. Paula, visitando o irmão, apressou-se em fundar uma escola paroquial para crianças pobres, onde, além de alfabetizá-las ensinava costura e bordado. A fecunda ação de apostolado, aplicada à educação implantada pela jovem Paula, chamou a atenção das jovens locais. Assim, com o seu exemplo, reuniu um grupo de seguidoras para auxiliá-la em seu trabalho.

Com esse pequeno grupo, Paula fundou a Comunidade Religiosa Filhas de Santa Fé. Posteriormente, aceitou o convite do Conde de Passi, sacerdote que vinha criando na Itália, as comunidades apostólicas de Santa Dorotéia, assumindo a obra e a denominação de Irmãs de Santa Dorotéia. Sucessivamente, forma abertos novos colégios pelas religiosas. Primeiro em Gênova, depois em Roma. Em 1848, teve início um período da extrema convulsão social na Itália, com revolução, guerra civil, invasão pelo exército francês e proclamação da República Italiana. A instabilidade política prolongou-se, especialmente, para os católicos, com a Lei da Suspensão das Ordens e Congregações Religiosas. Nesse período, Paula Frassinetti enfrentou, com firmeza, grandes desafios, com intensos bombardeios, a dispersão de algumas de suas casas e, até mesmo infâmias e calúnias contra seu Instituto.

Muito cedo, a  força de sua ação evangelizadora foi reconhecida, difundido-se e espalhando-se com a fundação de novas casas na Itália. Logo, o vigor de seu trabalho ultrapassou os limites originais e, em 1866, chegou ao Brasil e, logo depois a Portugal. Daí por diante, o Instituto das Irmãs de Santa Dorotéia expandiu-se, atingindo todos os continentes.

No dia 11 de junho de 1882, aos 73 anos, Paula Frassinetti morreu em Roma. Em 8 de junho de 1930, Paula Frassinetti foi beatificada pelo papa Pio XI e, finalmente, no dia 11 de junho de 1984, foi canonizada pelo Papa João Paulo II.

E Paula "permanece viva na Congregação pelo espírito mais fundo que a anima: procurar em tudo a maior glória de Deus pelo maior serviço aos homens". (Constituições, 1).